| |
Hoje eu descobri que nada se descobre assim. Acreditamos muitas vezes em coisas e acontecimentos e sentimentos que não são bem como parecem ser. Já em algum lugar dizia: a vida é como parece ser, não faz sentido algum. Não sei até que ponto o ir e vir das coisas na vida acontece por acaso. É mais provável que os resultados estejam diretamente relacionados com nossas ações. Eu perco, tem dias, a esperança nas pessoas. Mas ousaria dizer que em algumas são raras as vezes em que isso aconteceu, e acontece. Porém, quando acontece é tanto perturbador quanto desanimador. Gera desconfiança dos sentimentos. Se eu disser que duvido posso ser injusta, se disser que sempre acredito posso ser idiota.
Escrito por T.B às 19h36
[]
[link]
Eu sou nada além de uma mente perturbadora, que o fez inquieto e maldito muitas vezes, que lhe proveu imagens e sentimentos para confundir-lhe, que buscou junto a você os momentos prazerosos, que sentiu a lástima, que o fez desejar o tudo, e que nunca lhe deu nada além daquilo que é, que sempre será que agora deixo, para vir a ser, você.
Escrito por T.B às 20h04
[]
[link]
Certas coisas não são passíveis de serem descritas. Momentos na vida que passam, momentos que são momentos, carregados de sentimentos perceptíveis somente para a alma, ou o que quer que seja que nos apodera e nos faz viver. Coisas que escapam de explicações biológicas, lógicas, racionais. Faz-se o milagre da vida, surge o mistério da alma. Um simples objeto pode se tornar o alimento da alma, um apego, uma voz, um cheiro, um gosto, são os sentidos, não especificamente os sentidos do corpo, da carne, são os sentidos da alma. A alma traz em si a capacidade da liberdade de sentidos, o paladar, olfato, visão, tato e audição são os sentidos do corpo; da alma, são outros, inexplicáveis, às vezes ligados aos do corpo, mas não necessariamente. Esse é o sentido da vida, viver e sentir que existem momentos em que se é capaz de sentir a alma. Um fluxo, a alma é como um rio que corre, não importa estar fisicamente parado, quando dentro de um rio, a água move-se continuamente, assim é a alma, move-se tal como um rio; percorre o corpo, porém, poucos são os momentos em que percebemos esse movimento tão sublime. São os momentos, os momentos indescritíveis que levam ao contato com a alma, com sua dança. A dança da alma, uma música que em silêncio nos move, o som da alma, movendo-se, ao sabor do momento, da sonoridade que lhe é imposta.
Escrito por T.B às 19h57
[]
[link]
Muitas vezes eu ainda me surpreendo. Principalmente com as atitudes das pessoas. Infelizmente não posso dizer que seja positivamente, pelo contrário, existem pessoas que insistem nos erros e derrapadas muitas vezes. O pior é quando estamos do lado de "cá", ou seja, quando vemos o que se passa... Tem pessoas que literalmente "não desistem nunca", nem que isso seja um estorvo para a vida daqueles a sua volta. Na minha oponião, o passado tem sua posição bem definida, seja esta: anteriormente ao presente, e mais ainda ao futuro. Muitas coisas que estão no passado não misturam-se com o presente por mais que a pessoa enseje um futuro a este relacionado. Todos os dias é um vai-e-vem A vida se repete na estação Tem gente que chega pra ficar Tem gente que vai pra nunca mais Tem gente que vem e quer voltar Tem gente que vai e quer ficar Tem gente que veio só olhar Tem gente a sorrir e a chorar E assim, chegar e partir E eu confesso, gosto do sentimento de onipotência,...é claro que sei que este é parcial, mas aí eu descubro que nada adianta,... o curso dos acontecimentos sabe nos enganar, de repente ele encontra uma via alternativa e pronto, tudo muda. Eu gostaria que o curso dos acontecimentos fosse mais previsível, às vezes, porém, eu sei que agora isso é mais importante do que antes,... e nunca será. Imprevisibilidade, não sei se amo ou odeio. Anyway: I've got to admit it's getting better A little better all the time It can't get no worse I have to admit it's getting better, it's getting better Since you've been mine
Escrito por T.B às 19h54
[]
[link]
COTIDIANO Hoje eu não sei. Perdi minha criatividade em algum canto do meu quarto bagunçado; em meio as palavras de outrem, as minhas não acho. Seja talvez do dia, seja também a falta de lucidez pela noite, quando o sono chega mais facilmente. São os desgastes da vida moderna, se assim podemos categorizar. Mas eu não os tenho, esses vícios todos, acordar, trabalhar, se exercitar, comer, aprender, ler, arrumar, limpar, e etc.; eu os executo, simplesmente. Hoje mais uma vez não tenho muita sonoridade nas palavras. Coisas cotidianas me abalam.
Escrito por T.B às 15h26
[]
[link]
http://www.youtube.com/watch?v=TEzmU7YSXJs
Escrito por T.B às 09h16
[]
[link]
Hoje é o dia em que volto a escrever. Talvez não porque tenha deixado de ter vontade, mas talvez porque tenha me distanciado daqui e das palavras para sentir melhor qual minha relação com elas. Percebi que faz falta; faz falta me expressar meio assim sem sentido, mesmo que dentro de mim pareça haver sentido, ou não. Mais do que estar em contato com o mundo, ecrever para mim é estar em contato comigo. Portanto, hoje é um dia especial. Sinto-me empolgada como se estivesse para rever uma pessoa a tanto tempo longe, e por coincidência, esta pessoa sou Eu. T.B.
Escrito por T.B às 09h09
[]
[link]
mas eu não quero ser de toda assim, sabe? por isso eu quero, na medida que for sentindo algo, tentar, chamar atenção para algo que não é visível, e hj em dia pouco perceptível, a sensibilidade está em baixa, ofuscada pelo medo
medo e pressa em viver
cada um com a sua vida, seu sucesso pessoal, sua glória, seu tudo, e no fim,.. o que resta é ter ou não dinheiro, ser ou não conhecido e reconhecido, mas nisso, perdeu-se o encanto, o humano deixa de ser humano, para ser mecânico.
o corpo é só carne, a verdadeira felicidade, prazer, vem mais do fundo, vem de dentro, da alma, e duvido que muita gente hj em dia sinta com a alma,...
Escrito por T.B às 12h43
[]
[link]
Foram como as ondas do mar. Espero ansiosamente por mentes audaciosas, mentes que mentem, que mentem. Foi no vai e vem, o movimento brusco que quebra a verdade, que verdade não era, verdade não foi, o que foi não mentira, mas uma história que não podia ser verdade, veio e foi-se, é o movimento descontínuo que quebra a monotonia, que enche a alma de um branco espumante, é a alegria, é revolta, acaba, tudo acaba.
Escrito por T.B às 12h36
[]
[link]
Mudar é preciso, lembrar também.

Sabe quando de repente você sente algo diferente? É como se sentisse que sabe agora. As coisas mudaram, mas diferentemente do que se pensa, mudanças não são revolucionárias, elas só acontecem num determinado momento porque já vinham acontecendo.
É “perceber” a mudança que a efetiva. Essa percepção só ocorre quando estamos prontos. Prontos para enfrentar o “novo” ou o velho reconfigurado, ou prontos para realmente aceitar uma mudança em nós, e então tudo faz diferença.
As pessoas que nos rodeiam mudam. Mudam não porque passaram um tempo longe, ou porque tiveram de enfrentar um novo desafio, ou porque estão tristes por uma causa, ou contentes por uma nova conquista. Elas estavam mudando, o tempo todo, todo o tempo. Assim como nós.
Hoje eu me digo contente por perceber que algumas pessoas mudam, mudaram, umas sempre serão especiais, outras nunca foram, e algumas estão sempre a nos lembrar que fazem parte de nossas vidas, e só por isso, já é gostoso.
É gostoso lembrar de alguém quando se assiste Friends, que alguém tem as manias da Mônica, quando toca a música da semente, quando aparecem as vaquinhas no episódio de Smallville, quando a Charlotte de S&C finalmente se casa com seu ex-vizinho, quando lemos um livro que foi presente de alguém, quando tomamos tequila lembramos do copinho que veio parar em casa, quando assistimos Fantástico de domingo para ver a reportagem do cheiro, quando lembramos que sua amiga de infância te beliscava, quando estamos com pessoas que adoram as coisas estrainhas, quando falam que você gosta de festa estranha com gente esquisita, quando toca uma banda, quando passa o Bob Esponja, quando se recebe uma carta,....
Enfim, todos gostamos de lembrar e sermos lembrados, mas nem todos serão, e nem sempre seremos. O importante não é tentar agradar a todos, pois raras às vezes se consegue. Onde a falsidade impera, as lembranças se apagam.
Escrito por T.B às 12h32
[]
[link]
Caneta
Ao passo que a caneta muda de cor, percebe-se que se escreveu demais. Canetas azuis são diferentes, o azul da tinta é diferente para cada caneta diferente. Fora as idênticas, mas creio que não são muitas as pessoas no mundo que possuem várias canetas azuis idênticas em casa, no seu estojo, no seu escritório. Afinal de contas, a diversidade das coisas é um atrativo e tanto para nós. Com as canetas de tinta preta acontece a mesma coisa. Lembro-me agora das cartas que escrevi, em nenhuma delas, por maiores que fossem, não necessariamente cheia de significados, foi preciso mudar a caneta, mas engraçado como uma caneta pode nos trazer à memória o momento em que algo foi escrito. Não costumo usar canetas de tinta preta, mas algumas poucas me atraem pela tinta mais aguada, ou mesmo por ser uma caneta tinteira. Quase não se usa mais canetas, muito menos tinteira, mas quase todo passado tem seu tom de nostalgia ou expressão simbólica da apreciação moderna “aprimorada” das coisas do passado - nem tão passado, mas que passou tão “rápido”, foi engolido por tecnologias e tecnologias, que permanece na lembrança de poucos que chegaram a utilizar os pequenos ou grandes utensílios de uma época ultrapassada, mas que deve ter significado alguma coisa para alguém. Onde eu estava tinha de escrever à mão. Ganhei um caderno e uma caneta (tive de pedir mais). Eu me lembro de tudo que escrevi. Lembro-me de todas as cartas que escrevi para aqueles que nunca leram. Lembro da cor exata da caneta, das canetas, ia dormir com as mãos manchadas de tinta. Não importa quem não leu, alguns nem poderiam mesmo ler, mas o mais importante, era que eu não podia nada fazer além de escrever, falar naquele momento eu não podia mais. Era também como se fosse uma fuga, um meio de comunicação ineficiente, pois quem não escreve bem não pode se fazer entender, não pode reclamar, eu não reclamo, nunca reclamei, tanto porque aprendi que é mais difícil entender a mim, por meio de minhas palavras do que simplesmente olhando para mim. O momento da minha vida em que percebi que era mais fácil entender alguém através do que se vê foi estranho, quando percebi que a imagem tem sentimentos, eu entendi muita coisa do mundo, e compreendi que o mundo é cego, e muito, às vezes, muito frio. Os opostos em minha vida vieram a mim através de imagens, duas pessoas, dois seres que me mostraram o pior da tragédia, aquilo que acabou, e o brilho do mundo, a esperança. Mas não a esperança sem medo, pois eu nunca pedi aquilo, eu não pedi tamanha felicidade, e nem sabia que ela poderia existir, naquele formato. Para a vida eu nunca dei muito valor, e mesmo por tudo que passei, não poderia imaginar quão frágil ela era. As canetas fizeram sempre parte de minha vida. Eu perdi muitas canetas. As canetas continuam perdidas, mas uma delas eu achei. Acordei do sono profundo, e apesar de aparentemente vivendo no mundo de “todo mundo”, não mais isolada num campo que cheirava enxofre, onde a esquizofrenia era mais comum do que ter cinco dedos nas mãos, apesar de aparentemente normal, eu soube que eu não era como “todo mundo”. Eu achei a caneta, a caneta lembrança do que teria acontecido, mas nunca ocorreu. Por Deus eu não queria nunca achar mais aquela caneta, ela não me trazia lembranças do que tinha escrito, mas sim do momento em que visualizei a tragédia. A caneta não era minha, a caneta era da minha irmã. Eu sabia que era dela porque tinha seu nome gravado: Lisa. Fora exatamente com aquela caneta que eu comecei a minha coleção de canetas. Após a morte de nossos pais, tragicamente jovens e já infelizes num casamento armado e duas filhas não amadas, Lisa reservou a mim um espaço dentre os doentes
Escrito por T.B às 17h15
[]
[link]
...estive nas mais lindas ruas do mundo, conheci pessoas do outro lado do mundo, descobri que tem gente parecida comigo naquele lado. Tem também gente muito diferente, com quem aprendi, ouvi histórias, discuti. Nesse tempo senti saudades dos que estavam “aqui”, mas voltei e hoje sinto saudades dos de “lá”. Queria estar em todos os lugares, não posso, mas não quero deixar de sentir saudades,..., apesar de ser muito nova para viver com o sentimento tão forte de desacordo com a sociedade e a maioria das pessoas ao meu redor, eu ainda tenho aqueles poucos, aqui ou acolá, que de certa forma me entendem, ou simplesmente me aceitam. Escrevo por parecer-me o meio mais fácil de me expressar e mesmo de me conhecer, o que acarreta dois problemas: minha tendência à prolixidade e a tendência anti-leitura da sociedade.
E eu me pergunto: sou eu o que eu desejo?
Escrito por T.B às 17h13
[]
[link]
A noite tão bela, como pode uma noite, em seu silêncio e céu escurecido, iluminado pelas estrelas, se tornar uma noite assustadora. Não, a noite não é assustadora, a noite é igual para todos. Se alguém ou algo pudesse olhar a noite sem os olhos da mente, a noite seria sempre linda e esplêndida, mesmo nos tempos frios, durante as chuvas torrenciais, ou mesmo a simples noite de verão que aquece os corpos. O problema está nos olhos. Sim, são os olhos a maldição do ser humano. Através deles é que percebemos as noites distorcidas de sua beleza. Os olhos não nos dão a visão da beleza natural, da vida e dos milhares de objetos que nos permeiam, os olhos são como um espelho da mente, a mente distorce, a mente confunde, a mente transforma. Já percebera que as pessoas não enxergam igualmente, problemas de vista não fazem parte desse aspecto, são os problemas da mente, a mente que persiste em se colocar à frente dos olhos, a mente cruel. Se as vozes da mente pudessem calar-se por instantes, que instantes maravilhosos seriam esses. Não se trata de alienação, digamos que a mente deveria operar à ordenação de nossas vontades, mas pobres são aqueles que assim o acreditam. Alienação; alienado é aquele que deixa-se levar pela mente sem questionar. Questionar a mente é intrigante e perturbador, pois não têm-se o controle da mente, os pensamentos afloram como luzes que surgem do nada, e não temos a capacidade de apagá-las com um sopro, elas permanecem lá, acesas, até que a própria mente resolva extinguí-las, ou não. Permanecem por segundos, minutos, horas, dias, meses ou anos a fio, luzes que distorcem a visão, e por razão esta, os olhos estão atrelados à mente por uma razão doentia de não saber o que vêem.
A noite, o que a noite traz então de tão sombria? A noite que nos leva ao leito, e é ao leito que estamos a sós com a mente. Veja que durante o dia, as pessoas comuns procuram atarefar-se de seus afazeres, quaisquer que sejam. Não importa, o dia fortalece a mente, as pessoas, os trabalhos, as tarefas diárias escondem a manifestação das vozes que refugiam-se na mente. Os diálogos entre as pessoas parecem transformar a mente em algo quase que neutro. Mas não, a mente está lá, agindo de maneira fria, calculada, registrando momentos, fatos e sentimentos que se transformam em luzes posteriormente. Que pensamentos estranhos surgem quando estamos sozinhos com a mente. São espectros de todas as relações que mantemos com o mundo ao redor, com as pessoas, com a vida. A vida, pois é, a vida não é mais do que a mente, a mente domina não somente os olhos, mas através de sua independência consegue adentrar aquilo que chamamos de vida. Vida não é nada mais que a mente, são as vozes da mente que dão características à vida. Sem perceber somos guiados pela mente a uma determinada personalidade, cheia de manias, vícios, perturbações. Alegrias também. A mente é capaz de gerar alegrias, mas creio não haver homem algum no mundo que não tenha sentido uma vez sequer a inquietação da mente. Pois dos olhos partimos para a vida, e é vida aquilo que chamamos desde o momento em que aparecemos no mundo. Deste não sei se saímos com as perturbações da mente, mas a morte com certeza é uma das luzes que a mente lança em nossos pensamentos.
Não, então não são os olhos a maldição do homem, mas a mente. Os olhos são instrumentos pela qual a mente atua. É; os olhos funcionam como um dos canais que leva à mente imagens e que no mesmo instante ela é capaz de devolvê-las distorcidas de sua real aparência. Do mesmo modo que os olhos, todos nossos sentidos são alterados pela mente. Mente maldita. Dita regras à nossa visão, transforma nossos sentidos em instrumentos de ação incontroláveis ao corpo. A mente misteriosa, porque ninguém a compreende. Estudos sobre a mente, que besteira, uma mente impregna à outra, só isso, os estudos são processados pela própria mente. É, este é o paradoxo da mente.
Paradoxo da mente, engraçado, ao mesmo tempo em que escrevo essas palavras vejo a mente agindo, cuspindo-as com raiva, agressão, perturbação. Perturbar é o que a mente faz. Quem não se sente perturbado? Boa pergunta, não conheço pessoas que me dizem se sentirem perturbadas ou não. Não conheço ninguém, nem a mim. Não conheço minha mente, a mente é impenetrável, inexplicavelmente perturbadora. Tantas coisas mudam no mundo, mas a mente, cinicamente parece que sua característica perturbadora perece. Se nos dias de hoje a mente é mais poderosa que anos e anos atrás pouco posso dizer, mas certamente não necessariamente seu poder de atuação regrediu, ou se acentuou. Como saber, ora, não há como saber, se é a mente controladora e obcecada que dita as regras do jogo. Sim, o jogo da vida, onde jogamos sempre, sem saber o porquê, sem saber a razão, sem a certeza de uma resolução. E assim vivemos, na inocência da aceitação de que controlamos atos, acontecimentos, acasos que sejam, tudo parece estar sob controle. Sim, o controle da religião, da crença de que há e haverá sempre alguém ou algo olhando por nós. Não questiono o que não entendo, muito menos afirmo perante o público a crença em algo que não conheço, ou que não acredito. Por sinal, acreditar, em que? Qualquer coisa, podemos acreditar em tudo, nada, algo, mas, a mente; é, não nos esqueçamos da mente. Acreditar ou não em algo não é ter-se certeza de sua existência, nem muito menos de crer, é questão simples e natural da mente. Criamos, acreditamos, vivemos por algo criado pela mente. Imagens, emoções, desesperos, sentimentos, perturbações, tudo, tudo sempre filtrado pela mente, não importa a visão, não importam os sentidos, importa a mente e sua atuação.
Não se deixe enganar, porém, por essas palavras fúteis que aqui as deixo, são palavras da mente inquieta, são vozes que ecoam no vazio e escuro da própria mente. Feliz é aquele que não percebe sua própria mente. Não sejamos infelizes, não, a mente é um belo instrumento, é criativo, como também destrutivo. Milhões de pensamentos criados em um só dia por uma só mente. Sim, pensamentos que nos consomem ou nos alimentam. Energia, aquela que vem da mente e que foge através de nossas ações, presente em nossas vidas, sempre, gerando vida, gerando morte. Será que a mente leva à morte? Não sei, só sei que a mente controla a vida, mas não a gera, porém há uma vaga impressão de que a mente pode levar ao fim da vida. Nada mais fácil de raciocinar, se a mente controla a vida, quando a vida acaba, acaba porque a mente deixou a vida. Não sei, não estou certa, aliás, não há certezas. Nunca existirão certezas pelo caminho da vida guiada pela mente manipuladora.
T.B.
Escrito por T.B às 23h30
[]
[link]
VONTADE
A vida que vai, a vida que foi,
O sonho se mais, não saber onde estou.
Caminhos distintos, ideais,
Se ando para frente, corro para trás.
Idas e vindas, a caminho do nada;
Liberdade e verdade,
Processos infinitos, sou eu a vontade.
Que bem de bem estar, amar;
A vida a terra, o céu e o mar.
Por onde ando, não sei apontar;
Mas pergunte o que posso,
Se não posso eu me vou.
O cansaço de ser,
A dor de não ter,
O sofrimento em não saber.
Que faço? Sigo em frente,
Sempre, para que o sempre acabe,
Para a paz de entender, sem ao menos querer,
Que a vida continue, que nada se acabe,
Que seja feita a minha, a sua, a nossa vontade.
T.B.
Escrito por T.B às 23h04
[]
[link]
"Um dia, ele acordou, estava tudo diferente... um cheiro de flores, uma brisa suave. Não quis abrir os olhos de imediato, pois os sentidos ainda que no escuro dos olhos, pareciam tão vívidos quanto uma vida. E foi então que lentamente seus olhinhos lutaram contra a luz forte da manhã ilumidada, e ele soube que o cheiro e a brisa não eram sonho, foram trazidos pelo ser que ali parado sorria, o sorriso mais lindo do mundo, com os olhos mais lindos do mundo, ele acordou de um sonho, e o sonho não era mais um sonho". 22/11/07
Escrito por T.B às 23h00
[]
[link]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|